Tempo de aula
Introdução: 5 min
Desenvolvimento: 40 min
Conclusão: 5 min
OBJETIVOS
Explicar a espiritualidade humana;
Radiografar a racionalidade humana;
Expor a sociabilidade humana;
Aclarar a liberdade humana;
Pontuar o trabalho e a criatividade humana.
INTRODUÇÃO
- Estudaremos os principais atributos do ser humano: espiritualidade, racionalidade, sociabilidade, liberdade e criatividade.
- Devemos usar nossos atributos para glorificar a Deus.
- Portemo-nos de tal forma, para que O Senhor Deus seja exaltado, através de nossas qualidades espirituais, psicológicas e físicas.
I – A ESPIRITUALIDADE HUMANA – 1º objetivo
1. A origem divina de nosso espírito.
- Após formar Adão do pó da terra, o Senhor Deus soprou-lhe nas narinas o fôlego de vida (Gn 2.7). A partir daquele momento, o homem passou a ser alma vivente.
O espírito do homem dá vida à alma que se expressa através do corpo. Pg 108
Espírito+Corpo=Alma vivente
2. O anseio natural do espírito humano.
- Sendo proveniente de Deus, o espírito humano anseia pelo Pai Celeste.
Ex.
Davi (Sl 42) – busca direta pelo Deus
Filósofos de Atenas. (At 17. 21-22) – uma busca pela Divindade
Aplicação
- Infelizmente, não são poucos os que devido a uma vida ímpia e blasfema, sufocam o seu anseio pelo Criador
3. A revivificação do espírito humano.
- Através de sua morte redentora, Jesus Cristo vivifica o homem (Jo 3.5,6) que jaz morto espiritualmente (Ef 2.1; Cl 2.13). Só Ele é a ressurreição e a vida (Jo 11.25).
- É através do espírito que o homem se relaciona com Deus (Pv 20.27, Rm 8.16) e passa a conhecer os mistérios de Deus (Jó 32.8, 1 Co 2.11-15, Jo 14.26) e se tornar morada do Espírito Santo de Deus (Jo 14.23).
II – A RACIONALIDADE HUMANA – 2º objetivo
O que é a razão?
Razão: [ lat. ratione.] 1. Faculdade avaliar, julgar, ponderar ideias universais; raciocínio, juizo. 2. Faculdade de estabelecer relações lógicas, de raciocinar, recíocinio, inteligência. 3. Bom-senso; prudência.
1. Deus é um ser racional.
- Certa vez, o Senhor desafiou o povo de Judá, que caíra na apostasia, a argumentar acerca do verdadeiro caminho (Is 1.18-20).
Aplicação
- Portanto, Ele requer de seus servos uma postura racional, porquanto dotou-nos de razão. Não temos uma natureza animal e bruta, mas racional e inteligente (Sl 32.9).
2. A harmonia entre racionalidade e espiritualidade.
- A verdadeira espiritualidade (Cl 1.9) manifesta-se de maneira racional (At 17.11, Jo 20.25,28; 2 Pe 2.18;) pois o nosso Deus é um ser racional (Teocracia do A.T/Jesus com as parábolas).
- Na prática: Não há conflito porque o Espírito Santo se comunica com o nosso espírito (Rm 8.15-16)
Razão: Observar e obedecer a Palavra de Deus, em todos os sentidos da vida
Espiritualidade: Ter fé pra ser alcançado pelas bênçãos prometidas da Palavra em razão da obediência.
“A Palavra de Deus não pode ser interpretada apenas com a razão, mas, fé e razão”
3. O culto racional agrada a Deus.
- Posto que Deus é um ser racional, devemos cultuá-lo racionalmente (Rm 12.1; 1 Pe 2.2).
- A nossa adoração a Deus tem de ser perfeitamente entendida, explicada e praticada (Êx 12.26; 1 Pe 3.15). Doutra forma, não terá valor algum (Jo 4.22). Aliás, o culto cristão é o mais racional de todos, apesar de parecer, para os incrédulos, escândalo e loucura (1 Co 1.18,24).
Se o culto deve ser também racional. Logo, devo comparar o meu comportamento e vida cristã à luz da palavra de Deus, examinar a mim mesmo (1 Co 11.28; 2 Co 13.5), obedecer a Palavra de Deus independente das circunstâncias, isso quer dizer que não devemos viver para agradar aos homens e sim a Deus (Cl 3.22).
Mas o culto racional não deve ser confundido com "racionalismo" ou seja, o culto racional envolver RAZÃO e FÉ.
O apóstolo Paulo, bem instruiu os irmãos em Corinto, sobre este assunto (I Co 14.14,15,20).
Quando prestamos o culto racional?
– Quando adoramos em espírito (fé) e em verdade (razão). (Jo 4.23).
– Quando amamos com o coração (sentimentos) e entendimento (intelecto). (Mc 12.30).
– Quando servimos com a alma (emoções) e com força (atitudes). (Mc 12.30).
– Quando buscamos o poder (sobrenatural) e o conhecimento (escrituras). (Mt 22.29).
– Quando crescemos na graça (unção) e no conhecimento (sabedoria). (II Pe 3.18).
O cristão não deve ser apenas emocional, ou apenas fé, devemos ser apegados ao conhecimento da Palavra de Deus, examinar os fatos à luz das Escrituras (Jo 5.39; At 17.11), buscar crescer no conhecimento (2 Pe 3.18) examinar tudo e reter o que é bom (1 Tss 5.21).
"Só o culto racional produz verdadeira transformação de mente".
III – A SOCIABILIDADE HUMANA – 3º objetivo
1. A solidão é nociva ao ser humano.
- No período da criação, a única coisa que Deus afirmou não ser boa foi a solidão (Gn 2.18).
- Por esse motivo, Deus fez a mulher para que o homem tivesse uma companhia idônea e sábia (Gn 2.21-25).
Aplicação
- Somente os que se insurgem/eremita contra a verdadeira sabedoria buscam viver isolada e solitariamente (Pv 18.1).
Insurgente. É um termo utilizado para adjetivar alguém que se revolta contra algo, considerado um rebelde.
2. A família é a origem da sociedade humana.
- A família é mais importante que a sociedade e mais imprescindível que o Estado, pois ambos dependem do lar doméstico.
Aplicação
- Devemos ficar atento aos projetos de Leis que prejudicam ou que modifiquem o plano de Deus para a família.
3. A Igreja de Cristo, a sociedade perfeita.
- No Novo Testamento, a Igreja de Cristo é apresentada como a sociedade perfeita, porque nela todos formamos um único corpo (1 Co 12.13).
- União, impensável em termos sociológicos, culturais, políticos, além da união entre pessoas antes inimigas (Gl 3.28, Ef 2.14; 3.1-12).
IV – A LIBERDADE HUMANA – 4º objetivo
1. O livre-arbítrio.
O livre-arbítrio pode ser definido como a capacidade humana de tomar livremente uma decisão.
- Tal atributo é observado em diversas passagens das Escrituras (Gn 13.9; Js 24.15; Hb 4.7).
2. O ato de decidir.
Segundo a Bíblia, o ato de decidir entre o bem e o mal, entre Deus e os ídolos e entre aceitar Jesus e recusá-lo, é um direito que o Todo-Poderoso nos concedeu (Gn 2.9; 1Rs 18.21; Mc 16.15,16).
O livre-arbítrio pode ser definido como a capacidade humana de tomar livremente uma decisão.
- Tal atributo é observado em diversas passagens das Escrituras (Gn 13.9; Js 24.15; Hb 4.7).
2. O ato de decidir.
Segundo a Bíblia, o ato de decidir entre o bem e o mal, entre Deus e os ídolos e entre aceitar Jesus e recusá-lo, é um direito que o Todo-Poderoso nos concedeu (Gn 2.9; 1Rs 18.21; Mc 16.15,16).
3. A soberania divina.
- Já que Deus concedeu-nos o direito de escolha, ajamos com responsabilidade e discernimento, porque todos seremos responsabilizados por nossas escolhas (Ec 11.9; Rm 14.12).
- Portanto, o livre-arbítrio humano e a soberania divina não são excludentes; são perfeitamente harmônicos.
Para os temas: Livre - arbítrio e soberania divina - indico o livro: Eleitos, mas livres. Escritor: Norman Geisler
Para os temas: Livre - arbítrio e soberania divina - indico o livro: Eleitos, mas livres. Escritor: Norman Geisler
V – A “CRIATIVIDADE” HUMANA E O TRABALHO – 5º objetivo
1. A dignidade do trabalho.
Deus criou o homem para trabalhar a terra, ará-la e transformá-la, a fim de torná-la habitável (Gn 1.26; 2.15). Por conseguinte, o trabalho não é um castigo devido ao pecado de Adão, mas uma bênção a todos os seus descendentes. A queda apenas tornou as atividades laborais mais árduas e estressantes (Gn 3.17-19).
2. A criatividade humana.
Os descendentes de Adão, trabalhando metodicamente, desenvolveram em pouco tempo as mais variadas técnicas (Gn 4.2,3,20-22). Rapidamente, evoluíram. Na terceira geração, já dominavam a agricultura, a pecuária, a metalurgia e a arte musical.
A partir da torre de Babel, o homem já dava mostras de ter condições de dominar todo o planeta, em virtude de sua criatividade (Gn 11.6). Todavia, jamais poderemos ultrapassar os limites que o Senhor nos estabeleceu.
Deus criou o homem para trabalhar a terra, ará-la e transformá-la, a fim de torná-la habitável (Gn 1.26; 2.15). Por conseguinte, o trabalho não é um castigo devido ao pecado de Adão, mas uma bênção a todos os seus descendentes. A queda apenas tornou as atividades laborais mais árduas e estressantes (Gn 3.17-19).
2. A criatividade humana.
Os descendentes de Adão, trabalhando metodicamente, desenvolveram em pouco tempo as mais variadas técnicas (Gn 4.2,3,20-22). Rapidamente, evoluíram. Na terceira geração, já dominavam a agricultura, a pecuária, a metalurgia e a arte musical.
A partir da torre de Babel, o homem já dava mostras de ter condições de dominar todo o planeta, em virtude de sua criatividade (Gn 11.6). Todavia, jamais poderemos ultrapassar os limites que o Senhor nos estabeleceu.
CONCLUSÃO
Em seu discurso em Atenas, Paulo reconhece todos os atributos que o Criador concedeu ao ser humano. Apesar da queda, a humanidade vem evoluindo continuamente. Mas, em termos espirituais, o homem regride rumo ao abismo. Somente o Evangelho de Cristo é capaz de restaurar-nos plenamente. Por isso, o Senhor Jesus é o nosso Salvador pessoal. Sem Ele, a vida humana perde todo o sentido e o encanto.
Subsidio Teológico
A triunidade do homem
O home segundo Genesis 2.7, compõe-se se duas substâncias – a substância material, o corpo, e a substândia imaterial, a alma. A alma da vida ao corpo; e, quando a alma se retira, o corpo morre.
O homem é composto por três sustâncias, corpo, alma e espírito (1 Tss 5.23; Hb 4.12).
Sendo assim podemos dizer que o homem é composto por duas partes: a material e a imaterial.
O espírito e a alma são distintos e inseparáveis, permeia e interpretam um ao outro. Por estarem tão interligados, as palavras “espírito” e “alma” às vezes se confundem (Ec 12.7; Ap 6.9), exemplo: espírito como alma (Mt 10.28); alma como espírito (Tg 2.26). Mas apesar dessa semelhança possuem significados distintos.
Alma é o homem como vemos em relação a esta vida atual. Descrevem-se as pessoas falecidas como “almas” quando o escritor se refere a sua vida pregressa (Ap 6.9, 10; 20.4).
Espírito é a descrição comum daqueles que passaram para outra vida (At 7.59; 23.9; Hb 12.23; Lc 23.46; 1 Pe 3.19).
Quando alguém é arrebatado temporariamente para fora do corpo (2 Co 12.2), descreve-se isso como “tomado pelo Espírito”.
Referência:
GEISLER, Norman. Eleitos, mas livres: Uma perspectiva equilibrada entre a eleição divina e o livre-arbítrio. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Vida, 2005. 318 p. v. 1. ISBN 85-7367-545-4.
BUARQUE, Aurélio. Mini Aurélio: O Dicionário da língua Portuguesa. 8. ed. rev. atual. e aum. Curitiba: Positivo, 2017. 960 p. ISBN 987-85-385-4240-7.
PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. 1. ed. rev. e atual. São Paulo: Vida, 2006. 413 p. ISBN 978-85-7367-144-5.
Referência:
GEISLER, Norman. Eleitos, mas livres: Uma perspectiva equilibrada entre a eleição divina e o livre-arbítrio. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Vida, 2005. 318 p. v. 1. ISBN 85-7367-545-4.
BUARQUE, Aurélio. Mini Aurélio: O Dicionário da língua Portuguesa. 8. ed. rev. atual. e aum. Curitiba: Positivo, 2017. 960 p. ISBN 987-85-385-4240-7.
PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. 1. ed. rev. e atual. São Paulo: Vida, 2006. 413 p. ISBN 978-85-7367-144-5.