sábado, 25 de abril de 2020

Lição 4 - A iluminação espiritual do crente


TEXTO ÁUREO 
Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação” (Ef 1.17).

VERDADE PRÁTICA
A vocação do crente inclui a herança de preciosas riquezas conferidas aos eleitos pela grandeza do poder de Deus.

Texto Base
Efésios 1.15-23.
15 — Pelo que, ouvindo eu também a fé que entre vós há no Senhor Jesus e o vosso amor para com todos os santos,
16 — não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações,
17 — para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação,
18 — tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos
19 — e qual a sobre-excelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder,
20 — que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus,
21 — acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro.
22 — E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja,
23 — que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.

OBJETIVOS
I. Destacar a vocação e as riquezas da glória inclusas na herança divina;
II. Salientar a grandiosidade do poder divino que opera em favor dos crentes;
III. Expressar o exemplo de exaltação em Cristo. 

INTRODUÇÃO
- Ainda no primeiro capítulo, o apóstolo Paulo inicia uma longa sentença assim dividida:
ação de graças (1.15,16),
oração intercessora (1.17-19) e
confissão de louvor e exaltação (1.20-23).

- Nessa sentença somos exortados a louvar ao Senhor pela nossa eleição, buscar a iluminação do Espírito para compreender a dimensão de nossa chamada e herança divina, bem como entender a grandeza do poder de nosso Deus.

I. A ESPERANÇA DA VOCAÇÃO E AS RIQUEZAS DA GLÓRIA
1. Ação de graças e intercessão. 
- O apóstolo se alegra em dar graças a Deus pela vida dos eleitos (Ef 1.16) e por todas as bênçãos espirituais recebidas (Ef 1.3-14), tais como:
- a eleição nEle (v.4),
- a predestinação nEle (v.5),
- Redenção pelo sangue (v.7)
 - a filiação (v.11)
- dom do Espírito Santo ou selado com o Espírito Santo (v.13).

- Ele intercede para que seja concedido aos seus leitores “o espírito de sabedoria e de revelação” (Ef 1.17; Jo 14.26).

- Paulo estava ciente de quão maravilhoso é o Evangelho, mas ao mesmo tempo, de quão impossível é alguém perceber a glória dessas boas novas sem ser ensinado por Deus (1Co 2.14,15; I Jo 2.27).

- Por isso, ele rogava para que os crentes recebessem a capacidade de compreenderem, por meio do Espírito Santo, a esperança da chamada, as riquezas da herança e a grandeza do poder de Deus (Ef 1.18,19). 

2. A esperança da vocação. 
- Em sua petição a Deus, Paulo intercede para que o Espírito Santo ilumine os crentes a fim de saberem “qual seja a esperança da sua vocação” (1.18). Assim, eles seriam capazes de experimentar e conhecer profunda e espiritualmente os privilégios de serem vocacionados.

- A ESPERANÇA se divide em três aspectos:
a) Deus chamou pessoas no passado (2Tm 1.9), ou seja, uma chamada em que Ele teve a iniciativa por meio da eleição em Cristo, da qual fazemos parte (1.3-14);
b) a chamada abrange serviço e santificação no presente (Fp 3.14), isto é, achar-se irrepreensível, viver em comunhão e andar de modo digno (1.4; 2.11-18; 4.1);
c) a participação gloriosa no futuro (5.27), que compreende a vida eterna e a esperança de conhecer Deus face a face (1Co 13.12).

3. As riquezas da glória da sua herança. 
- Na oração, o apóstolo pede para que os crentes entendessem “as riquezas da glória da sua herança” (1.18).

- A expressão “sua herança”. enfatiza o que Deus deu aos seus eleitos (Cl 1.12);
- O termo “riquezas”. refere-se às maravilhosas bênçãos que acompanham o plano da salvação, as quais iniciam quando nos convertemos a Cristo.
1. o perdão dos pecados;
2. a adoção de filhos e
3. as bênçãos que serão desfrutadas no porvir (Cl 1.27; 1Pe 1.4,5), quais sejam: vermos a Deus, a Cristo e O adorarmos (Ap 22.3,4).

II. A SOBRE-EXCELENTE GRANDEZA E FORÇA DO PODER DIVINO 
1. A sobre-excelente grandeza do seu poder. 
- O apóstolo orou para que os salvos pudessem entender a sobre-excelente grandeza do poder de Deus” (Ef 1.19).

- “sobre-excelente grandeza”. Paulo destaca o caráter EFICIENTE e INFINITO do poder de Deus como em 2 Co 4.7.

- O termo “poder”.  Indica feitos miraculosos que requerem força “fora de medida” (At 8.13).
- Logo, a repetição desses termos indica que apenas o maior de todos os poderes é capaz de realizar a transformação e a salvação do homem (2Pe 1.4); e que somente um poder tão grande assim pode operar e concretizar as bênçãos inclusas na “esperança da vocação” e nas “riquezas da herança” (1.18).

2. A força do poder divino. 
- Na sentença “segundo a operação da força do seu poder” (Ef 1.19), o apóstolo faz uso de três vocábulos gregos concordes entre si.
Primeiro, a palavra “operação”, que é a tradução de energeia , e também significa “eficácia”, sinalizando a ideia de “poder em atividade” (Cl 1.29).
Segundo, a expressão “força” vem do termo kratos , que traz a ideia de “intensidade”. E, finalmente, ischus , que indica o “poder inerente” de Deus (Jo 1.12; 2Pe 2.11).

- Paulo destaca que esse poder se manifestou em Cristo. 1. Ressuscitando-O dentre os mortos; 2. Fazendo-O assentar à direita de Deus nos céus (1.20); e 3. Sua elevação acima de todo o domínio (1.21,22).

“A NATUREZA DE DEUS
O Deus onipotente não pode ser plenamente compreendido pelo ser humano, mas nem por isso deixou de se revelar de diversas maneiras e em várias ocasiões a fim de que o venhamos a conhecer. Deus não pode ser compreendido pela mera lógica humana, e nem sequer sua própria existência pode ser comprovada desta maneira. Com isso, queremos dizer que não de forma alguma diminuindo os seus atributos, fazendo uma declaração confessional das nossas limitações e da infinitude divina. Nosso modo de entender a Deus pode ser classificado em duas pressuposições primárias: (1) Deus existe; e (2) Ele se revelou a nós de modo adequado através da sua revelação inspirada.
[…] Além disso, Deus está sustentando ativamente o mundo que criou. Na conservação, Ele sustenta a criação através de leis estabelecidas (At 17.25). Na providência, Ele controla todas as coisas existentes no Universo, com o propósito de levar a efeito seu plano sábio e amoroso, de forma que não venha a interferir na liberdade das suas criaturas (Gn 20.6; 50.20; Jó 1.12; Rm 1.24) (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. RJ: CPAD, 2018, pp.151,153). 

III. CRISTO: NOSSO EXEMPLO DE EXALTAÇÃO
1. Cristo: As primícias dos que dormem. 
- Paulo enfatiza que o poder de Deus se “manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos” (Ef 1.20), como em (At 2.24; 17.31).

- Isso quer dizer que:
1. Cristo foi feito as primícias dos que dormem (1Co 15.20-22);
2. A ressurreição de Jesus é a garantia de que seremos ressuscitados (1Ts 4.14);
3. O mesmo poder que ressuscitou a Cristo, é o mesmo que ressuscita o homem do seu estado de pecado (2.6).

- Desse modo, os crentes vencerão a morte e se erguerão gloriosamente de seus sepulcros para reinarem com Cristo eternamente (Jo 5.28,29; Fp 3.20,21).

2. Cristo elevado à direita de Deus. 
- Paulo reforça o poder de Deus quando da elevação de Cristo ao trono: “Pondo-o à sua direita nos céus” (1.20). Aqui está em foco à ascensão de Cristo em referência a promessa messiânica (Sl 110; At 1.6).

- O grau de exaltação para uma posição de honra e autoridade indica o completo triunfo de Cristo sobre o pecado e as forças do mal (Fp 2.9-11; Cl 2.15). Esse triunfo também está assegurado aos salvos (1Co 15.56,57) e endossa nossa participação na vida celestial, conforme indica a expressão “nos fez assentar nos lugares celestiais” (2.6).

- Assim, tanto a ressurreição como à ascensão de Cristo são obras do poder do Pai.

3. Cristo exaltado sobremaneira. 
- Nesse ponto, Paulo ensina que o poder de Deus exaltou Cristo “acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia” (1.21). Significa que Ele foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal e de todo título que se possa conferir nessa era e também no porvir. O resultado desse triunfo traz duplo benefício para a Igreja: primeiro, que Deus fez Cristo o cabeça da Igreja (1.22); e, segundo, que Deus designou a Igreja para ser a expressão plena de Cristo (1.23). Isso significa que nenhum poder pode prevalecer contra a Igreja do Senhor (Mt 16.18).

Paulo resume essa ideia em Filipenses 2.9-11 Pelo que, também, Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;
Para que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.

CONCLUSÃO
Embevecido com as bênçãos espirituais, Paulo mantém adoração contínua ao Eterno Deus, atitude que deve ser seguida por todos os salvos. A compreensão das dádivas da salvação demonstra o excelso valor daquilo que Deus fez por nós. Seus atos poderosos viabilizam a transformação e a glorificação dos que creem. Aleluia!


Bibliografia. 

ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia Shedd: Antigo e Novo Testamento. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Vida Nova, 1997. 1953 p. ISBN 978-85-275-0255-9.

sábado, 18 de abril de 2020

Lição 3 - Eleição e Predestinação


TEXTO ÁUREO
Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor, e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef 1.4,5).

VERDADE PRÁTICA 
Segundo a sua presciência, Deus elegeu e predestinou para a salvação os que

TEXTO BASE
Efésios 1.4-12. 
4 — como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor,
5 — e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,
6 — para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado.
7 — Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça,
8 — que Ele tornou abundante para conosco em toda a sabedoria e prudência,
9 — descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo,
10 — de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra;
11 — nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade,
12 — com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que primeiro esperamos em Cristo;

OBJETIVOS 
I. Esclarecer a diferença bíblica entre eleição e predestinação;
II. Explicar como ocorreu a eleição divina desde antes à fundação do mundo;
III. Constatar que a predestinação bíblica retrata as bênçãos concedidas aos eleitos.
  
INTRODUÇÃO 
- A eleição e a predestinação são termos importantes na compreensão da doutrina da salvação.

- Nesta lição abordaremos os conceitos bíblicos e a interpretação pentecostal referente a eleição e a predestinação.

I. ELEITOS PARA UMA VIDA SANTA E IRREPREENSÍVEL 
Aspectos da eleição em Cristo

1. A Eleição divina. 
- Eleição traz a ideia de escolha.
Aos Efésios (1.4), Paulo menciona três aspectos dessa escolha:
(1) Em Jesus, por isso ela é Cristocêntrica;
(2) O tempo é dito como “antes da fundação do mundo”;
(3) Para que fôssemos “santos e irrepreensíveis”.

- Deus elegeu a Igreja desde a eternidade, segundo a sua presciência (1Pe 1.2).

2. As condições da eleição. 
- A Palavra de Deus ensina que a eleição para a salvação em Cristo é OFERECIDA A TODOS, ou seja, a Expiação abrange a toda raça humana (Jo 3.16; 1Tm 2.4,6).

Mas, é eficiente, se torna realidade para quem responde pela FÉ  positivamente/obedece/arrepende (Ef 2.8; Hb 5.9).

- Pela graça de Deus (Tt 2.11)

3. Vida Santa e irrepreensível. 
- Paulo enfatiza que a eleição tem a finalidade específica de sermos “santos e irrepreensíveis diante dEle” (1.4).

Santos. “separado do pecado” (1Pe 1.15,16);
Irrepreensível. “sem defeito” ou “inculpável” (Fp 2.15).

- Ou seja, uma vida de santificação, sem a qual NINGUÉM verá o SENHOR (Hb 12.14)

4. A nova vida dos eleitos. 
- Significa. Despojar do velho homem e se revestir do NOVO HOMEM (Ef 4.22,24)

Contraste
- Paulo apresenta as práticas da VELHA VIDA: mentira, furto, palavras torpes, amargura, ira e cólera (Ef. 4.25,28,31); fornicação, impureza, avareza e embriaguez (Ef 5.3,15,18,19-21).

- NOVA VIDA, compreender a vontade do Senhor (v.17), encher-se do Espírito Santo (v.18), adorar a Deus com o coração verdadeiro (v.19), ser grato a Deus (v.20), sujeitando-vos uns aos outros (v.21).

- A NOVA VIDA anda na dependência do Espírito Santo, que capacita o crente para esse novo estilo de vida (Gl 5.16,17,22,23).

II. PREDESTINADOS PARA FILHOS DE ADOÇÃO 
A palavra “predestinar” mostra que o destino dos eleitos foi feito na eternidade.
1. A predestinação. 

domingo, 12 de abril de 2020

Lição 2 - A Sublimidade das Bênçãos Espirituais em Cristo

TEXTO ÁUREO

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Ef 1.3).

VERDADE PRÁTICA

Deus nos elegeu em Cristo antes da fundação do mundo para que desfrutássemos das bênçãos espirituais.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Efésios 1.3,4,9-14.

3 — Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo,
4 — Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor,
9 — Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo,
10 — de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra.
11 — Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade,
12 — Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que primeiro esperamos em Cristo;
13 — Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa;
14 — O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória.


OBJETIVO GERAL

Esclarecer as bênçãos espirituais concedidas por Cristo Jesus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS 

I. Refletir a respeito da nossa nova posição em Cristo;
II. Evidenciar a realidade de uma vida cristocêntrica neste mundo;
III. Explicitar que o Espírito Santo desempenha importante papel no plano da salvação.


 INTRODUÇÃO 
Nesta lição vamos abordar a grandeza, a excelência e a perfeição do projeto divino para conceder bênçãos espirituais aos seus escolhidos. Desde a eternidade, aprouve a Deus executar um plano de restauração e reconciliação com a humanidade caída. Por isso que, na Carta, o apóstolo Paulo se mostra profundamente agradecido pela revelação do mistério que estivera oculto desde todos os tempos. Ele nos convida a louvar e a glorificar a Deus pela sua bondade e misericórdia para com todos os pecadores.


I. A NOVA POSIÇÃO EM CRISTO

No passado estávamos perdidos e condenados à morte eterna, mas por sua infinita graça, Deus nos outorgou em Cristo o privilégio da salvação.

1. A Doxologia. 
Doxologia. gr. doxa , glória + logia , palavra] Manifestação de louvor e enaltecimento a Deus através de expressões de exaltamentos (Deus seja louvado! Aleluia!) e hinos. A doxologia não pode vir desassociada da verdadeira adoração. Ela exige adoração” (Dicionário de Teologia, CPAD, p.152).

Após expor os versículos de abertura da Epístola (1.1,2), o apóstolo Paulo apresenta uma sequência de texto que se caracteriza pela verdadeira adoração e bondade ativa de Deus (1.3-14). Ele começa pela frase “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.3), onde “bendito” significa “digno de louvor”. O apóstolo dá sequência até o versículo 14 por meio de um maravilhoso tributo ao Eterno e suas muitas bênçãos concedidas aos homens. Nesse trecho bíblico trata-se de um hino teológico de gratidão, caracterizado pela repetição do seguinte refrão: “Para louvor e glória da sua graça” (v.6) ou “para louvor da sua glória” (vv.12,14). Aquele ao qual devemos adorar está identificado na expressão “Deus e Pai de Jesus Cristo”, uma clara referência à Santíssima Trindade com ênfase na natureza divina de Jesus, seu Filho.

2. As bênçãos espirituais. 
Obviamente que as bênçãos espirituais não são materiais, mas provenientes dos “lugares celestiais”, isto é, do reino espiritual. Essas bênçãos são mencionadas na longa passagem de Efésios (1.3-14), tais como: Deus nos elegeu para sermos santos (1.4); predestinou-nos para sermos filhos (1.5); nos fez agradáveis para si (1.6); remiu-nos por meio do sangue de Cristo (1.7); acolheu-nos por sua vontade redentora (1.8-12); revelou-nos a Palavra da verdade (1.13a); selou-nos com o Espírito Santo da promessa (1.13b); ainda garantiu a validade da promessa (1.14). Tais bênçãos provêm de Deus, que planejou a redenção; do Filho, que a realizou; e do Espírito Santo, que a garante. Essas bênçãos nos conduzem a exclamar como Paulo: “Bendito Seja Deus!”.

3. A nova condição. 
A expressão “em Cristo” significa que somos abençoados com toda bênção espiritual, a partir de Sua pessoa e obra realizada no calvário (Jo 1.3; Hb 5.9; 9.12); relaciona-se ainda com a nossa experiência de conversão a Ele (2Co 5.17). Essa nova vida é conferida somente para quem está “em Cristo”, isto é, o oposto da antiga vida “em Adão” escravizada pelo pecado (Rm 5.11-15). Desse modo, não andamos mais em trevas, mas como filhos da luz (Rm 5.8). Portanto, nossa nova posição é caracterizada pela salvação “em Cristo” e, por isso, desfrutamos de todos os benefícios advindos dessa redenção.


SUBSÍDIO DIDÁTICO—PEDAGÓGICO
O primeiro tópico tem por objetivo refletir a respeito da nova posição em Cristo que o crente agora desfruta diante de Deus. Assim, você pode abrir esta lição indagando aos alunos a respeito do que eles entendem por “nova posição em Cristo”. É importante que você estabeleça o mínimo de tempo para ouvir as respostas e considerações deles. Aqui, a fim de adentrar na explicação do tópico, há a oportunidade de você fazer uma recapitulação do conceito e consequências do Pecado na vida do Homem e da provisão de Deus para a salvação do ser humano como introdução ao fato de que, hoje, o crente tem uma nova posição diante de Deus. Assim, você pode expor com clareza o conteúdo do primeiro tópico.

 II. UMA VIDA CRISTOCÊNTRICA NESTE MUNDO

Embora o pecado tenha adentrado ao mundo, Deus projetou a primazia de Cristo na remissão dos pecadores e na restauração de todas as coisas para o louvor de Sua glória.

1. A revelação do mistério. 

Lição 1 - Carta aos Efésios – Saudação aos Destinatários


TEXTO ÁUREO
 “A vós graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo” (Ef 1.2).

VERDADE PRÁTICA
A Epístola aos Efésios revela o propósito eterno de Deus para a Igreja de Cristo. 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Efésios 1.1,2; Atos 19.1-7.
Efésios 1
1 — Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, aos santos que estão em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus:
2 — A vós graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.

Atos 19
1 — E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos,
2 — disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo.
3 — Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados, então? E eles disseram: No batismo de João.
4 — Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo.
5 — E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus.
6 — E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam.
7 — Estes eram, ao todo, uns doze varões. 


OBJETIVOS
I. Apresentar a autoria e a data da Epístola;
II. Identificar para quem foi dirigida a Epístola aos Efésios;
III. Explicar o propósito da escrita e a mensagem contida na Epístola.

INTRODUÇÃO 
- A Epístola aos Efésios é denominada de “a coroa dos escritos de Paulo” e ainda de “a rainha das epístolas”.
- Nela, o propósito eterno de Deus para a Igreja está revelado por meio de Cristo Jesus.
- Nesta lição, estudaremos os aspectos introdutórios e as principais abordagens doutrinárias da Epístola.
- Durante esse estudo, o conteúdo da Epístola deve nos levar à adoração a Deus e ao aperfeiçoamento de nossa vida cristã.

I. AUTORIA, OCASIÃO e DATA
1. Autoria. 
Paulo.
“Paulo, apóstolo de Jesus Cristo” (1.1a).

2. A assinatura apostólica. 
- Nas treze cartas de sua autoria o Apóstolo se identifica como Paulo, nunca como Saulo.
Paulo, possuía dupla cidadania (At 13.9; 16.37,38 e 22.25,26).

Hebraica - Saulo. Hb. Solicitado.
Romana - Paulo. Lat. Pequeno
- Porque usar o nome “PAULO” -  Provavelmente  por considerar o nome mais apropriado para evangelizar o mundo gentílico (Rm 11.13).
3. Uma epístola da prisão. (ocasião)
- A Epístola foi escrita no período em que Paulo estava cumprindo prisão domiciliar em Roma, onde permaneceu por dois anos (At 28.30), nos anos 60 a 62 d.C. 

4. Data. 
- Por volta de 61 e 62 d.C.

II. DESTINATÁRIOS – Aos cristãos em Éfeso
4. A saudação epistolar.
- Paulo se dirige aos santos e fiéis em Cristo Jesus” (1.1), isto é, aqueles que foram separados e consagrados para ser a propriedade exclusiva de Deus (1Pe 2.9).
- Quanto aos destinatários, a maioria dos intérpretes considera que a Epístola era uma carta circular destinada aos cristãos de maioria gentílica das muitas igrejas da Ásia, provenientes de Éfeso.

“Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, aos santos que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus” Ef. 1:1
- Em algumas traduções “aos santos e fiéis que estão em Éfeso [...]”

Ef 1.15 Por isso, ouvindo eu também a fé que entre vós há no Senhor Jesus, e o vosso amor para com todos os santos”

1. A cidade de Éfeso. 
- Fundada por volta de 1050 a.C., tornou-se num centro político, comercial e religioso da Ásia Menor, atual país da Turquia.
- Onde havia o maior anfiteatro do mundo, com capacidade para 25 mil pessoas.
- População: Cerca de 500 mil habitantes.











2. A religiosidade em Éfeso. 
- A cidade abrigava o templo de Ártemis (Diana — a deusa da fertilidade), construído em mármore. Uma das sete maravilhas do mundo antigo.

- A economia da cidade dependia do turismo e venda de amuletos da deusa Diana (At 19.27-29).

3. A igreja de Éfeso.